segunda-feira, agosto 03, 2009

Da pseudo-felicidade

É óbvio que as segundas-feiras são uma merda para quase todo mundo. Mas pra mim é um sofrimento quase cruel. Fico com um gosto ruim na boca de semana começando, de ser arrancada do mundo de fantasia que o final de semana me sugere.

Eu me esforço muito pra ser feliz pelo menos aos sábados e domingos. Até tirei meu horário de análise do sábado, pra não atrapalhar minha imersão na “felicidade”.

Na segunda, sair disso e voltar pra “vida real” é ruuuim.

Minha analista fala pra eu não ter pressa. Que eu vou curtir um sofrimento por bastante tempo ainda. Mandou eu não fugir. Quando ele vier, eu devo sofre-lo. E ponto. Aham.

No último sábado feliz, eu vi uma pessoa querida dar uma desabada. Aquilo mexeu com a minha ordem das coisas. Porque o sábado é pra ser feliz. Mas depois, pensando no acontecido, eu fiquei é com inveja dessa pessoa. Inveja branca, sem maldade.

Fiquei pensando que queria ter aquilo também. Exatamente o que a minha analista fala e eu não escuto. Porque feliz é essa pessoa que conseguiu deixar rolar o sentimento, na hora que lhe pareceu melhor. Foda-se que dia que era.

Eu ainda não consigo.

Um comentário:

Alice falou: disse...

Também não, é um exercício eterno!
um dia nos elevaremos espiritualmente...