Quem tem estômago fraco (ou é fresco mesmo), acho melhor parar de ler por aqui. Meu primeiro papo maternal pós-confissão será Lojento.
Sempre que eu leio meus blogs de maternidade queridos (tô pensando até em colocar aqui do lado os links), eu fico pensando em como seria se aquilo tudo fosse comigo. E uma coisa que eu sempre percebo é que as mães todas perdem a noção do nojento. Eu não tenho o menor nojo do que leio, acho super normal e eu mesma sou meio sem Loção.
Aí eu fico pensando: será que vou virar uma completa sem noção quando for mãe? De falar da consistência do cocô do meu filho no meio da mesa cheia no restaurante? Pra avaliar melhor essa possibilidade, fico pensando na minha relação com o Maridón e qual nível de intimidade (=falta de higiene) estamos, tentando projetar a nojeira que iremos alcançar... sei lá, mas, por ex., não sei se acho bonito homem assistindo parto. Ca-la-ro que quero que ele esteja nesse momento ÚNICO da vida, mas não filmando em close as minhas partes íntimas esgarçadas com um melão saindo de dentro. Ou então observando com atenção neguinho rasgando a minha barriga e furando a bolsa e aquele rio de água e sangue escorrendo pela sala de parto (nunca viram parto no Discovery Home & Health não?). Ou pior: me ver fazendo cocô na hora do parto. Ah, essa vocês não sabiam né? Mas rola um papo de que a mulher, se não tiver ido ao banheiro e tal, no momento de fazer força, dá a luz a outros seres que não o bebê. Não é raro, juro por experiência de leitura blogueira própria. Dizem que a situação se resolve logo, os maridos nem percebem e as enfermeiras tiram os cocôs indesejados rapidamente da cena que deveria ser o “milagre” da mulher. Mas a verdade é que o serumano é um bicho nojento mesmo. A qualquer hora.
Porque olha, tenho bastante intimidade (=falta de higiene) com o Maridón. Mas dividir cocô não é comigo não. Xixi só se for muito necessário. Puns eu não faço (hohohoho, até parece, mas eu gosto de me enganar). Arrotei na frente dele só depois do casamento (quase uma virgem do arroto, mas é verdade, antes eu fazia “pfff” com a mãozinha na frente da boca, uma lady que eu era). Vômitos a gente acabou vendo sempre pelo fato de sermos bebuns e gostarmos de abraçar um vaso sanitário depois da night (mas nunca foi vontade nossa compartillhar isso). Melecas e outras perebas também não dividimos. Ou seja, somos super limpinhos, olha aí.
Foi mesmo depois da chegada de Chimi que eu percebi a tendência de me comportar como eu sempre tive medo. Tipo mãe. Tipo ele já vomitou na minha mão, eu limpei muito cocô da bunda dele (quando ele estava doente e tinha muita diarréia), eu já tirei cocôs que estavam grudados nos dentes dele, dou beijo na boca, rolo no chão, avalio e converso sobre o quão mole estava o cocô. Fudeu, isso é com o cachorro. Imagina quando for com um bebê, lindo, macio e cheiroso (ou não)?
Mais uma variável pra eu repensar antes de tomar a tal decisão.
Pra ilustrar esse post, dois textos de um blog que eu adoro falando de escatologias:
9 comentários:
Cara...
Mesmo com minha larga (pequena) experiencia no assunto.. digo.. N quero fz caca na hora do parto. Morro de vergonha!
E nas minhas consultas eu sempre falo disso com as gravidnhas..se elas tem o mesmo pudor q o meu.. fico tentando desconstruir isso nela. Mas em mim continua o mesmo.. Caca no parto é a pior parte. Apesar de ter varias tecnicas ultra modernas de ng ficar sabendo q vc deixou escapar algo mais do q bb .. uhahauhauhau
Adorei.. conta mais!
Paulinha podia dar uma aula pra gente, né? ela é o nosso Personal Discovery Home & Health!!
Voltando para as escatologias... meu pai conta com um maior orgulho que quando não conseguia tirar minhas melecas do modo "normal", ele simplesmente sugava com a boca e depois cuspia. Simples assim.
KKKKKKKK
Adorei Ju..
To semprte a dispô!
Cara isso q o teu pai fazia é o maximo da nojeira entre pais e filhos. Graças a Deus nunca tive q lançar mão dessa tecnologia com minha filha...rs
beijos
ai carol, seu blog tá muito bom!!!
carol, só p me declarar fã mesmo!
e compartilhar uma historinha: quando eu era neném meu pai só me carregava na "carcundula" (bundinha na parte de trás do pescoço e perninhas jogadas p frente dos ombros)e eu adorava e morria de rir. e, vez ou outra quando eu já estava grande, ele vinha me contar de umas suadades de sensações e cheiros. dentre elas, o cheiro forte de baba que eu deixava na cabeça depois de passear na carcundula rindo e me divertindo. e ele dizia: hmm era um cheirinho tão gostoso!!
é o amor!
beijos, querida!
fernanda
Huahuahuah não consigo deixar um comentário decente de tanto q tô rindo com seu post e imaginando cenas constrangedoramente escatológicas misturadas com cheirinho de bebê!
ai gente, sao qnts anos limpando o coco hein??? pq nao termina qnd deixa de usar a fralda nao!!
o mais legal, vai ser você voltar aqui para ler esse post depois de ter parido e comentado a cor e consistencia dos cocozinhos do filhote quase a diario. hehehehe
Mas uma coisa que vc falou eu super concordo. Maridão vendo aquela coisa toda do parto, assim de cara para o gol, eu não acho legal tambem não.
Claro que na hora eu nem lembrei desse detalhe. mas depois agradeci a parteira por ter feito a gentileza de ter pedido pro meu marido deixar que eu apoiasse a cabeça no colo dele (desculpa para mudar ele de angulo) e dessa forma ele pode acompanhar o parto ao vivo sem maiores detalhes.
bjs
gente, olha eu aí!
pior de tudo é que quando a gente vira mãe tem até um certo orgulhinho das nojeiras. tipo eu, toda felizona da minha história com o cocô estar linkada aqui... hehe!
beijo!
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