quarta-feira, agosto 12, 2009

Caminhando e cantando

Outro dia estava conversando com o Maridón sobre o gosto musical dos nossos pais. Tem coisa boa, é claro, mas é óbvio que achamos a maioria muito brega ou fora de moda ou nada a ver mesmo. Roberto Carlos, Luiz Miguel e outros desse nível estão na lista de coisas que eles curtem e que nós achamos uó.

Mas aí, nessa de ter um filho um dia, ficamos pensando em quais músicas/estilos os NOSSOS filhos vão achar cafona. Imagino um adolescente espinhento dizendo “ai, pai, tira isso, que horroooor” pra um Cazuza ou pra um Los Hermanos (se bem que o Maridón ODEIA Los Hermanos, mas vamos desconsiderar isso por agora).

Eu fiquei com o assunto na cabeça e super cheguei a conclusao de que BREGA mesmo eles vão achar o Legião Urbana. Puta, tá, Legião é minha adolescência, eu nem fico escutando muito isso agora. Mas que marcou, ah marcou. E que nós sabemos cantar as letras (e cantamos gritando quando temos a oportunidade de ouvir), ah sabemos. E que já choramos alguma vez na vida embalados por Renato Russo, ah choramos.

Aí tá. Pensando nesse post, lá fui eu catar uma musiquinha bem ilustrativa. E cheguei nessa. E gente, eu queria cantar gritando e chorando e achando que ela é TÃO oportuna agora como nunca foi.

E é.

E eu sou brega mesmo, já sei, meus não-nascidos filhos também já sabem, vocês já sabem. Mas fato é que eu posso colocar a minha vida em cada vírgula dessa música:


Teatro dos Vampiros

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos

Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas

Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir

Vamos sair
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.

9 comentários:

Tais Martins disse...

eu e a minha humilde opinião achamos que, talvez, Legião venham a ser o Beatles da geração dos seus (nossos) filhos.
too much?

Luana disse...

Cara. Pára de me imitar. Na boa :)

bruno_fiuza disse...

só fica brega o que dura muito tempo. das duas uma: ou nossos filhos vão ignorar completamente o que foi legião urbana, ou vão achar o máximo.

Erika disse...

brega faz parte!
ps: far too much, mas td bem! :)

Mariana P. disse...

tai, nunca gostei de legiao nao.

alias, minhas memorias adolescentes sao mais de livros que de musicas.

nerd, eu sei.

bibi disse...

ou, como diz um amigo meu daqui da sf: "O legião Urbana foi o Paulo Coelho da nossa adolescência"

Hein? Faz sentido? Não?

hehe

Lívia disse...

Essa música marcou, mesmo... também acho que ela é a letra da minha vida! :)

Bjs

Tomás disse...

Oi Carol, tudo bem? Mais uma vez passando pra dizer que sinto muitas saudades do casal e que adoro ler os seus posts sejam eles sobre o que for!
Quando será a próxima vez que virão ao nosso Brasil querido?
Um beijo grande, Tomás.

juju disse...

tais, too much sim

mas, carol, vamos falar a verdade, né? legião. hmmm
e a vergonha alheia que eles vão sentir quando virem videos "retrô" das spice girls? e quando souberem que alanis tocou sua alma (tocou?)?