Outro dia estava conversando com o Maridón sobre o gosto musical dos nossos pais. Tem coisa boa, é claro, mas é óbvio que achamos a maioria muito brega ou fora de moda ou nada a ver mesmo. Roberto Carlos, Luiz Miguel e outros desse nível estão na lista de coisas que eles curtem e que nós achamos uó.
Mas aí, nessa de ter um filho um dia, ficamos pensando em quais músicas/estilos os NOSSOS filhos vão achar cafona. Imagino um adolescente espinhento dizendo “ai, pai, tira isso, que horroooor” pra um Cazuza ou pra um Los Hermanos (se bem que o Maridón ODEIA Los Hermanos, mas vamos desconsiderar isso por agora).
Eu fiquei com o assunto na cabeça e super cheguei a conclusao de que BREGA mesmo eles vão achar o Legião Urbana. Puta, tá, Legião é minha adolescência, eu nem fico escutando muito isso agora. Mas que marcou, ah marcou. E que nós sabemos cantar as letras (e cantamos gritando quando temos a oportunidade de ouvir), ah sabemos. E que já choramos alguma vez na vida embalados por Renato Russo, ah choramos.
Aí tá. Pensando nesse post, lá fui eu catar uma musiquinha bem ilustrativa. E cheguei nessa. E gente, eu queria cantar gritando e chorando e achando que ela é TÃO oportuna agora como nunca foi.
E é.
E eu sou brega mesmo, já sei, meus não-nascidos filhos também já sabem, vocês já sabem. Mas fato é que eu posso colocar a minha vida em cada vírgula dessa música:
Teatro dos Vampiros
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.
9 comentários:
eu e a minha humilde opinião achamos que, talvez, Legião venham a ser o Beatles da geração dos seus (nossos) filhos.
too much?
Cara. Pára de me imitar. Na boa :)
só fica brega o que dura muito tempo. das duas uma: ou nossos filhos vão ignorar completamente o que foi legião urbana, ou vão achar o máximo.
brega faz parte!
ps: far too much, mas td bem! :)
tai, nunca gostei de legiao nao.
alias, minhas memorias adolescentes sao mais de livros que de musicas.
nerd, eu sei.
ou, como diz um amigo meu daqui da sf: "O legião Urbana foi o Paulo Coelho da nossa adolescência"
Hein? Faz sentido? Não?
hehe
Essa música marcou, mesmo... também acho que ela é a letra da minha vida! :)
Bjs
Oi Carol, tudo bem? Mais uma vez passando pra dizer que sinto muitas saudades do casal e que adoro ler os seus posts sejam eles sobre o que for!
Quando será a próxima vez que virão ao nosso Brasil querido?
Um beijo grande, Tomás.
tais, too much sim
mas, carol, vamos falar a verdade, né? legião. hmmm
e a vergonha alheia que eles vão sentir quando virem videos "retrô" das spice girls? e quando souberem que alanis tocou sua alma (tocou?)?
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