segunda-feira, novembro 22, 2004

Da insanidade

Comprei uma TV nova. Êê. É linda, pequena e charmosa, como eu. Pfffffffff.
Enfim.
A loucura não foi essa. Comprei nas Casas Bahia, no maravilhoso crediário. Estava na fila eu, o zé da portaria e a tia Maria, empregada. As criança tudo também estava lá, comprando o Praystation II. É parcela e gente feia até dizer chega. Mas pobre é isso mesmo. Não é preconceito, é constatação. Eu estava lá no meio, porra. Qual é o pobrema? Melhor que você, que ostenta essa elegância de espírito, mas continua com a sua televisãozinha redonda, sem controle remoto. A minha é linda ó:


Mas a loucura ainda não foi essa. A baboseira foi na hora de buscar essa belezura aí de cima. Fui ao Iguatemi. Na Tijuca, onde comprei, o produto já tinha acabado. Estacionei o carro, bateu um frio, vesti a jaqueta. Andava pelo shopping decidida, afinal, eu era a feliz compradora de uma televisão foda. Todos me olhavam. Eu sei, inspirava confiança. Me olhavam um pouco mais, dessa vez, faziam comentários entre eles. Humpf. Deve ter algo errado. Eu sou linda e bela, mas nem tanto. Eis que minha irmã começa a gargalhar. Piranha teen. Depois de 13 minutos de pura gargalhada, ela me avisa que a jaqueta está totalmente ao avesso. Putamerda. Imbecil... Louca dentro do shopping, eu estava mesmo com cara de maluca. Jaqueta ao avesso, bolsa estilinho pendurada, cara de decidida. Recém saída do hospício.

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