sexta-feira, junho 25, 2004

Quem me conhece, sabe: quando eu fico puta, posso ter razão ou não que vou continuar puta por muito tempo.
Depois, passa e eu fico rindo.
Mas antes disso, não admito que ninguém ache graça, principalmente dos meus motivos. Muito menos da cara que eu faço. Menos ainda das coisas que falo.
Não consigo disfarçar essas coisas.

Mesmo assim, ainda tem gente que não repara nas minhas crises de raiva.

O que me faz pensar que sou normal.

O que me dá medo. Eu nunca quis ser normal. É o meu maior medo, aliás.

Ser igual. Normal. Equilibrada. Média. Medíocre. Ordinária. Cretina. Inútil. Me imagino no meio da multidão, sem que ninguém me veja. As pessoas podem me ver por qualquer coisa, eu não me importo, eu quero é que vejam.

O blog vai fazer um ano e eu ainda acho que esse um ano no qual abri a minha vida para uma meia dúzia de pessoas me fez ainda mais parecida com o resto.

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