quarta-feira, junho 23, 2004

Acho que só tenho utilidade no mundo para presenciar essas coisas...
e contar pra todo mundo depois

Bizarrice nº1) Estava no icq (ou messenger, sei lá) conversando com a Dona Baratinha*. Falávamos de coisas inteligentes, sobre a literatura e um livro que havíamos lido (Corpo Presente, do JP Cuenca). Em meio às indagações sobre a linearidade da estrutura narrativa, Dona Baratinha me solta a seguinte pérola:

- Pois é, mas eu não sei de onde vem toda essa meleca que sai do meu nariz?!

Ah tá. Próxima:

Bizarrice nº2) O passeio que faço diariamente de casa até a faculdade dura, aproximadamente 45 minutos. Neste dia, demorou mais. Explico: um babaca qualquer que não deu o cu no dia anterior, entrou no ônibus de ovo virado, xingando a motorista só porque ela não parou no ponto direitinho como ele queria. Foi uma baixaria, coisa de suburbano mesmo, todos os passageiros entraram na discussão, todos berravam e queriam bater no tal passageiro mal-educado, inclusive o trocador, que soltou a gracinha:

- Ah, seu filho da puta, vai tomar na peida!

Onde? Na peida? Pensei que só o Diogo falava isso... lá em Olaria. Vamos para a próxima?

Bizarrice nº3) Estava eu mexendo nas configurações do meu monitor, distraída. Eis que chega a minha irmã. Pára ao meu lado e fica observando, compenetrada. Com o ar de quem sabe do que está falando, praticamente a voz da experiência, ela pergunta:

- Qual é a reVolução máxima dessa tela? 1024 X 768?

Hein Bial? Revolução? Qual? A Francesa?


Putaqueopariu, ninguém merece ouvir essas coisas. Só eu mesmo.


*Dona Baratinha é um condinome para proteger a identidade da cidadã.

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