Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Eu teria muito do que falar agora, acabei de voltar de viagem. A maconha de ontem ainda me deixa muito sequelada, estou cansada e puta de ter que voltar a trabalhar e não poder viver numa comunidade de chinelos pra sempre.
Bom, não vou falar de disso.
Vou falar que estou feliz. Feliz por você, querida. Não, feliz por nós. Não sei no que isso vai dar, não sei se tudo voltará a ser como antes, não sei de nada. Eu sei que sou masoquista, gosto de ser sua amiga, gosto dos seus foras, de quando você fica puta, de quando você fecha a cara, de quando você me olha com desprezo. Só não gosto quando você fala que não confia em mim. Mas tudo bem, não levei aquele papo tãão ao pé da letra: estávamos chateadas. Sei que falar isso não vai apagar as coisas que você sentiu, não vai apagar o que eu senti também. Mas foda-se. Deixo pra lá, eu te amo, mesmo você sendo a louca que é. Espero sempre poder falar pra você o quanto eu odeio mate.
E o quanto eu odeio água de coco. Nossa, é horrível, água de coco consegue ser pior que o mate.
foda-se, né?
Eu tenho uma frase na minha mente, uma coisa que eu falei pro Pedro já faz um tempo. Ele me disse pra eu publicar a tal frase, mas eu (apesar de saber que era boa – não eu, a frase) não quis. Não era o momento apropriado. Agora é:
Eu amo as coisas que odeio em você.
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