terça-feira, setembro 15, 2009

Sobre a metalinguagem e o amor

Eu tenho relido os arquivos desse meu blog. Não sei se vocês fazem isso com seus próprios ou mesmo com o dos outros, mas eu sempre faço. Sempre leio o primeiro post das pessoas, sempre fico interessada em saber como ela chegou a ser o que mostra ali. Claro que nem sempre o autor é o que está escrito, mas dá pra ter uma noção.

E viajando um pouco pelos meus 6 anos e meio de blog, vi que dá pra ter muita noção de mim. Dá pra ver como foi quase todo o meu namoro, a minha faculdade, as festas que fui, os trabalhos que fiz. O dia que eu disse que queria que meu namorado se tornasse meu marido (de curiosidade: foi em 2004). Dá pra saber quem era a minha irmã, quem era a minha mãe. A família que eu tenho e a família que um dia tive. Coisas que nem uma boa memória resgata, mas que (acho) acabam que só importam pra mim. Muito.

E tenho muito orgulho de ter estado todo esse tempo por aqui (mesmo com o hiato de um ano em 2007). Desse tempo todo, concluo que sempre MORRO DE VERGONHA das coisas que escrevo. Acho todas muito bobas. Fico rindo da maioria, de uma forma inocente e desavisada, como se eu já não soubesse como terminam. Encontro MUITOS erros de português, de concordância, de julgamento.

Foram muitas as vezes em que eu pensei em desistir de escrever, achei que tudo isso aqui era uma grande e enorme imbecilidade, que ninguém dava a menor importância, que na verdade eu fico é me expondo demais, que a internet é má, blá blá blá whiskas sachê mensal que eu sempre imagino. Mas hoje é um dos poucos dias que me sinto segura de nunca parar.

***

Hoje faz um ano que Maridón veio morar em Buenos Aires comigo e é mais uma data que importa muito. Naquele dia, quando fui buscá-lo no aeroporto cheia de ansiedade, amor e saudade, mais uma vez a gente se olhou e nada precisou ser dito.

Ele caminha comigo, não importa pra onde.

Há um ano.
Há 2 anos e quase 3 meses.
Há 7 anos e quase 3 meses.

8 comentários:

Ju disse...

também penso assim sobre meu blog, por isso, muitos posts foram apagados antes de ir ao ar... mas não apago os antigos não (ok, já apaguei alguns) pq acho que eles fazem parte de mim... de quem eu sou. Eu sempre termino um texto achando que tudo q foi escrito é mega interessante... que todos vão amar ler. mas quando vejo os meus míseros dois leitores comentando... vejo que não é tanto assim... hehehhehe

Tais Martins disse...

tá querendo me fazer chorar de novo, né?

Luana Fornaciari disse...

ai PORRA.
"mais uma vez a gente se olhou e nada precisou ser dito"
me fez chorar na mesa do trabalho.

Lívia disse...

Ufa, me sinto menos mal por ter lido seus posts antigos sabendo que você também faz isso! :)

Bjs

Flavia disse...

êêèêê...
Carol, obrigada por se identificar... não sei porque sempre morri de curiosidade em saber quem era que me leia desde Buenos Aires, por isso foi o primeiro da lista.

eu tambem faço isso sempre, mas faz tempo que não repasso os posts antigos. e as vezes (cá entre nós) eu concerto uma coisinha aqui ou alí...

acho que tudo isso faz parte dessa coisa imensa que é blogar... Eu sou super auto critica comigo mesma, e muitas vezes me pegunto se não estou me expondo "demasiado" ...

mas se passo uns dias sem internet, morro de saudades. Rá! Coisa de gente doido.

qualquer dias desses venho ler teu blog com calma, pra saber um pouco mais de você. ok?



beijos


e até mais

Mariana P. disse...

carol, que invejinha de vc, que tem esse blog de longa data! nao sabia que era tao antigo. dei uma futucada, viu. aaa carulina, vc eh otima. a-do-ro.

Tomás Ferreira disse...

Carol, continue escrevendo porque nós adoramos ler o seu blog! É incrível o quanto eu leio e imagino você contando as histórias. Esse blog é muito a sua cara e por isso é muito bom! Gargalho lendo seus posts!

Unknown disse...

Carol,
fiz questão de comentar este post, qndo cheguei aqui me deparei com um comentário do Mozão, que teve a mesma idéia e disse exatamente o que eu vim aqui dizer. Não pare de escrever!!! O seu blog é divertido, é emocionante, é sincero. Ele é a sua cara, não pare jamais! Ele me faz sentir mais próxima de você.
beijos,
Mrna