Quando eu era criança, tinha medo de cachorro. Era uma frescura de menina criada em apartamento. E muito estranha, porque os tios, primas, vó, todo mundo sempre teve cachorro. Mas nada me convencia, eu morria de medo. Tipos mal chegava perto.
Aí o tempo passou, a vida mudou, eu continuei enfiada num apartamento, mas em algum momento minha família resolveu adotar uma vira-latinha. Ela tinha olhos muito azuis e eu não fazia idéia de que mistura de raças era aquela. Não deu certo. Depois disso, ganhei uma cocker. Liiiinda, pretinha, alucinada. Também não deu certo. A gente não tinha o menor talento pra adestrar, meus pais não tinham paciência e o apê era muito pequeno.
Mas aí já tinha nascido um grande amor na minha vida: pelos cachorros. Perdi completamente o medo e fiquei até meio descarada, tenho vontade de brincar com todos. E não tenho nojo, gosto de dar beijo na boca, rolar no chão. Claro que não gosto do coco e tal, mas acho que ninguém gosta disso, nem do próprio filho.
Aí mais tempo passou e o Maridón (também com duas experiências com cachorro, só que bem-sucedidas) me ensinou muito. Sobre adestramento, sobre psicologia animal, sobre como fazer dar certo. E ele, assim como eu, é louco por cachorro.
Aí casamos, aí planejamos o futuro, pensamos em viagens, em filhos e em cachorros. Esse último pensamento especificamente durou dois anos. E hoje, finalmente vai virar realidade.
Vamos ter um baby dog argentino!! Não me aguento de ansiedade pra chegar em casa e ver minha vida se transformar toda de novo!
Porque gente, essa propaganda é mais que certa (e sempre me faz chorar): cachorro é tudo de bom.
2 comentários:
AAAAAAAAAAAAA Carolzinhaaaaa
quero conhecer o descontrolado pequenino cachorro!
chimichuri seja bem vindo!
ohhhhh vi esse plano amadurecer... amadurecer e amadurecer!! pena que agora vai demorar pra conhecer o "chimi"
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