... eu acordei.
Meu pai reclamou que eu nunca acordava cedo e se despediu bem rápido. Levantei, dei língua pra minha irmã e sorri - ela rosnou de volta. Dei tchau pra empregada e desci com a minha mãe. Saí de casa com ela.
Ela me emprestou dinheiro para a passagem, me chamou de pobre e ficou me olhando atravessar a rua. Ela ficou fiscalizando, eu acho. Coisa de mãe mesmo. Aí olhei para trás, dei um tchauzinho e continuei andando rumo ao que eu estava indo fazer. Nem lembro mais o que era.
Essa foi a última vez.
Depois de uns dias, eu voltei pra casa. Tudo tinha ficado sozinho e vazio. A empregada não estava mais dando tchau, o pai não estava mais reclamando.
E em vez de ter a mãe e a irmã, eu tinha somente uma foto em A3, uma cesta cheia de chocolates e uma saudade do tamanho do mundo.
(originalmente publicado em 07/12/2005)
Hoje...
eu tenho um emprego (quase) dos sonhos, um marido lindo, amigos maravilhosos e... uma saudade do tamanho do mundo.
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3 comentários:
só pra marcar minha presença aqui e dizer que mesmo em pensamento estou com vc!
queria saber o escrever nesse momento. apenas sei que, mesmo tão longe, você parece estar tão perto. acho que é porque carregamos as pessoas queridas dentro da gente. e, ainda longe, tentamos confortar a sua saudade do tamanho do mundo.
um abraço forte, forte, forte na minha amiga!
Tá difícil da gente se encontrar! Tô cum saudade!
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