São sentimentos bastante antagônicos, mas estão por aqui.
Primeiro, eu odeio gente pedante. Já pensei que tivesse inveja, mas descobri que não: tenho é nojo. Não venha contar vantagem de nada pra cima de mim que eu não gosto.
Também detesto gente que me faz passar vergonha. Eu sempre fui adepta ao "roupa suja se lava em casa". Tudo bem que não vou deixar a hipocrisia tomar conta e ficar o tempo todo fingindo que tudo vai bem. Mas nada de gritos histéricos, atitudes exageradas, tolices de criança. Nesse ponto sou muito madura - e acho maturidade mesmo. Na frente dos outros, sou contida e ponderada. Quem acha que já me viu puta, está redondamente enganado: nunca me viu com raiva de verdade.
Acho também que não gosto de ser cobrada. Se eu for tratada com um mínimo de liberdade e autonomia, pode deixar que eu viro sua escrava. Agora, não venha cuspir ordens e vontades mimadas pra cima de mim que não vai ter. Não vai.
Por essas e outras, eu penso em não voltar. Eu não ia voltar.
Mas, voltei. Por um simples e singelo motivo: recebi um e-mail lindíssimo, de alguém que eu quase não vejo. A pessoa diz no texto que não me conhece, mas eu acho que me conhece sim. Muito diferente daquele que está tão perto e não faz idéia de quem eu seja. Algumas partes do texto foram editadas para proteger a identidade do autor.
"Está fora do código de convivência escrever um e-mail pessoal para uma pessoa que, ora bolas, você não conhece. Torço sinceramente para que você fique bem. Me sinto muito bobo escrevendo isso, ao mesmo tempo em que penso que não é nada tão complicado. É só uma infladinha saudável no ego. Na minha cabeça maluca você merece de graça, porque é uma pessoa muito legal, e pronto. Você disse "Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar quando eu me encontrar" e eu fiquei com vontade de falar essas coisas, que torço pra você se encontrar, mas que para mim, que olho de longe, se você não encontrar nada de novo, já parece bom o suficiente. Então é isso. Imaginei que talvez seja inédito, alguém semi-desconhecido te escrever para dizer estas coisas."
É, realmente inédito.
Obrigada, obrigada, muito obrigada. Esse tipo de atitude me faz pensar que vale a pena aturar as babaquices de todo mundo para que, um dia na vida, eu possa vivenciar a felicidade de receber uma declaração de carinho tão sincera.
Primeiro, eu odeio gente pedante. Já pensei que tivesse inveja, mas descobri que não: tenho é nojo. Não venha contar vantagem de nada pra cima de mim que eu não gosto.
Também detesto gente que me faz passar vergonha. Eu sempre fui adepta ao "roupa suja se lava em casa". Tudo bem que não vou deixar a hipocrisia tomar conta e ficar o tempo todo fingindo que tudo vai bem. Mas nada de gritos histéricos, atitudes exageradas, tolices de criança. Nesse ponto sou muito madura - e acho maturidade mesmo. Na frente dos outros, sou contida e ponderada. Quem acha que já me viu puta, está redondamente enganado: nunca me viu com raiva de verdade.
Acho também que não gosto de ser cobrada. Se eu for tratada com um mínimo de liberdade e autonomia, pode deixar que eu viro sua escrava. Agora, não venha cuspir ordens e vontades mimadas pra cima de mim que não vai ter. Não vai.
Por essas e outras, eu penso em não voltar. Eu não ia voltar.
Mas, voltei. Por um simples e singelo motivo: recebi um e-mail lindíssimo, de alguém que eu quase não vejo. A pessoa diz no texto que não me conhece, mas eu acho que me conhece sim. Muito diferente daquele que está tão perto e não faz idéia de quem eu seja. Algumas partes do texto foram editadas para proteger a identidade do autor.
"Está fora do código de convivência escrever um e-mail pessoal para uma pessoa que, ora bolas, você não conhece. Torço sinceramente para que você fique bem. Me sinto muito bobo escrevendo isso, ao mesmo tempo em que penso que não é nada tão complicado. É só uma infladinha saudável no ego. Na minha cabeça maluca você merece de graça, porque é uma pessoa muito legal, e pronto. Você disse "Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar quando eu me encontrar" e eu fiquei com vontade de falar essas coisas, que torço pra você se encontrar, mas que para mim, que olho de longe, se você não encontrar nada de novo, já parece bom o suficiente. Então é isso. Imaginei que talvez seja inédito, alguém semi-desconhecido te escrever para dizer estas coisas."
É, realmente inédito.
Obrigada, obrigada, muito obrigada. Esse tipo de atitude me faz pensar que vale a pena aturar as babaquices de todo mundo para que, um dia na vida, eu possa vivenciar a felicidade de receber uma declaração de carinho tão sincera.
P.S.:. Podem me subornar o quanto for, eu não digo quem foi.
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