segunda-feira, agosto 09, 2004

Estou sozinha, crio diálogos na minha cabeça, mas não quero companhia.

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- Eu acho impressionante o quanto ela mexe com você.
- Eu também acho. Queria me livrar, mas ocorre que tenho essa paixão desde que a conheci. Não tem jeito.

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- Se ela morrer hoje, eu não vou enterrar, vou cremar, como ela sempre pediu. E ainda vou estragar o dia dos pais.
- Mas foda-se, quando a mãe morre, não há dia dos pais que não possa ser estragado.

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- Eu gosto muito de ver Forrest Gump. Talvez porque eu seja idiota. Talvez porque eu viva de pequenas histórias. Talvez porque eu viva de um grande amor.
- Talvez porque você seja aquela pena branca que voa meio sem direção, enconstando nas coisas e pessoas, sem escolher.

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- Achei que você nunca iria me beijar.
- É, eu também cheguei a pensar isso.
- Eu já estava ficando com raiva.
- Eu também. Principalmente depois de tudo que conversamos.
- E foi bom isso.
- Foi. Muito.
- A gente pode repetir.
- Pode.

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- Eu acho que vou agarrar o Magal quando ele passar pela gente.
- Então, seremos três agarrando ele.

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- Você entrou no cinema só para falar comigo?
- Sim, só para te dar um beijo.
- Que bom.
- Isso é porque eu te amo muito.
- Eu também te amo.
- A aula já acabou, ninguém apareceu, eu te adoro, não sei ficar sozinha, quero que o mundo suma. Sinto falta de todo mundo, mas não quero ver ninguém.
- Nem eu.

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