Bizarrices bizarras que acontecem comigo
que eu deveria odiar, mas como sou imbecil, acho engraçado
Cena 1: Metrô
estava lá, sentadinha, lendo meu jornal. percebi uma senhora se esticando para ler também, tá, isso é normal. sempre que eu leio algo no metrô, a pessoa que está ao meu lado tenta acompanhar a leitura.
chego no largo do machado, onde eu ia descer. fecho o jornal.
a velha reage: Não, perae, ainda estou lendo!
eu, surpresa: Ãn?
a velha mexeriqueira: Poxa você sabe que o assunto (o desarmamento, que eu tava lendo) é muito importante, todos devemos saber disso.
eu, estupefata: é...
a velha, confidenciando: eu até tenho uma arma em casa, acho que vou entregar. e vc?
eu, imbecilizada (esse é meu estado normal): eu não tenho arma não. que pena.
saio do metrô completamente impresisonada com a cara de pau da velha. só podia ser velha.
Cena 2: Em frente à Biblioteca Nacional.
Esperando a Júlia, para almoçar. estava tranquila, o dia bonito, temperatura amena. resolvo ficar olhando pra Rio Branco, vendo as pessoas passando, distraídas. distraída fico eu, mas distraída sempre estou. eis que chega um homem, que eu nunca vi mais gordo:
homem sem-noção, me dando um abraço: OOOOOiii Jennifer!!!!
eu, surpresa: Ãn?
homem sem-noção, tentando ficar íntimo: e aí Jenny, tudo bem?
eu, confusa: olha, é um engano, eu não sou a Jennifer.
homem sem-noção, achando que eu sou louca e que não sei quem sou: ah, não?
eu, certa de que não sou Jenny: não.
homem sem-noção, desconfiado: mas não mesmo? vc não disse que estaria de calça jeans e blusa preta?
eu, de calça jeans e blusa preta: foi uma grande coincidência, eu não nunca te disse nada pq não sou a jennifer!
homem sem-noção, que começa a ficar burro e surdo: tem certeza?
eu, Carolina porra: tenho, é claro. meu nome é carolina e eu nunca te vi na vida.
homem sem noção, convencido: tudo bem, eu também nunca vi a Jennifer. vou ligar para ela.
Como pode?
Como pode isso acontecer comigo?????
Acho que atraio gente doida.
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