terça-feira, janeiro 06, 2004

2004 - a volta ao trabalho - destilando a maldade e renovando a escrotidão

ontem, no ônibus: uma mulher feia e gorda passa pela roleta, o ônibus arranca e ela tropeça, de uma forma ridícula. ela vai caindo, como se estivesse saltando. e é feia e gorda, mal-vestida. usa uma calça jeans surrada e uma blusa branca com sutiã grandão, peito pequeno, barriga grande. ela sorri, sei lá pq, pq ficou sem-graça, pq é imbecil, pq caiu como uma vaca, como um animal grande e incômodo, completamente sem-jeito. ela tem o cabelo ruim, os ladinhos da testa molhados daquele suor nojento e os dentes tortos. não são tortos medonhos, mas incomodam. ela fica em pé do meu lado - o ônibus está relativamente cheio, não há mais onde sentar. ela levanta os braços e segura naquele ferro de cima. eu olho pra ela. ela tem pêlos debaixo do braço. não são longos, mas são muitos. só aí já ficaria nojento. mas, ela usa um desodorante de quinta, desses que vc borrifa e fica um cheiro de pobre e uma camadinha branca, parece porra, horrível. tá, eu fiquei imaginando um suvaco cabeludo e esporrado, às oito da manhã, no caminho para o trabalho. como eu já disse, ela está um pouco suada. não o suficiente pra vc querer sair correndo, mas está grudando, aquela pele horrenda molhada e brilhosa. nisso tudo, eu olhava pra ela com uma cara completamente repugnante, não sei bem o que fiz, mas lembro de ter tampado o nariz e feito careta. assim mesmo, bem escroto.

mais tarde, quando voltei pra casa, vi no jornal uma reportagem sobre a animação de voltar ao trablho depois das festas de fim-de-ano. puta animação.

O resto do post foi censurado

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