Estou de luto.
Não por 3 dias, mas pelo tempo que for necessário.
A vó do Bruninho morreu.
Além de ele ser um grande amigo (embora não saiba muito disso e viva me chamando de tijucana zn), qualquer morte normalmente me sensibiliza (menos a do Roberto Marinho, obviamente).
Não consigo encontrar uma explicação plausível o suficiente para a morte. Nada me convence de que a morte é um assalto, um roubo, uma maldade pra quem fica. Não sei como o Bruno está, fiquei sem saber se devia ligar pra ele, não saberia o que falar.
Mas, mesmo assim, esse absurdo que a morte é ainda me assusta.
Como posso viver tranquila sabendo que a qualquer momento alguém pode simplesmente desaparecer? Como? Como gastar dias, meses e anos alimentando uma relação, brigas, encontros, desencontros e de repente tudo sumir?
Nutrir e construir uma relação de amor com qualquer pessoa e ela desaparecer?
porque?
Não consigo encarar isso. Não faço a menor idéia do que acontece com quem foi, mas, certamente quem fica se fode. É isso mesmo, se fode.
Eu não me conformo, eu não me acostumo.
A morte é um crime, uma bobeira, é desnecessária.
Por isso, Bruninho, estou de luto. Tomara que você tenha aproveitado ela o máximo possível. E, por favor, não se esqueça de aproveitar quem continua aqui.
Eu sei que as minhas palavras não foram de consolo. Desculpe. Eu não vou conseguir fazer melhor que isso.
Minha vó querida morreu faz dois anos. O único consolo que eu espero da minha morte é a esperança de revê-la.
Chega, não consigo mais.
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